Autoavaliação

Autoavaliação

Chegando à metade da disciplina, percebo que esse processo tem sido mais desafiador do que eu imaginava. Mesmo já tendo o mestrado e atuando como professora universitária, o doutorado tem exigido de mim outro nível de aprofundamento, principalmente no que diz respeito a problematizar e não apenas compreender os conteúdos.

            As discussões sobre tecnologias digitais me fizeram repensar minha prática. Antes, eu já utilizava recursos tecnológicos, mas hoje percebo o quanto ainda preciso avançar no uso mais crítico e intencional dessas ferramentas no ensino. Me autoanaliso e autoavalio como uma pesquisadora em construção, ainda com muitas inabilidades digitais, o que também impacta minha segurança e participação. Tudo muda muito rápido e percebo que será que meu letramento digital está bom? Não está, tenho déficits nesse quesito e o que posso fazer? Refletir, mudar, buscar sempre me qualificar, na verdade deve ser uma formação continuada permanente, já que tudo muda o tempo todo no mundo, bem como as tecnologias incorporadas a educação. Também admito que conhecia sim muitos autores citados na bibliografia e nos textos, devido o mestrado, porém foi em 2013 e quantas mudanças já ocorreram de lá até aqui?

            A dinâmica do PBL também tem sido um desafio. Nem sempre consigo chegar tão preparada quanto gostaria, principalmente pela minha rotina, conciliando a docência e os atendimentos clínicos do meu outro trabalho, trabalho a semana toda em dois empregos. Ainda assim, tenho me esforçado e conseguido cumprir as atividades propostas, mas reconheço que não tenho conseguido ir além do básico, fazer algo mais aprofundado ou extraordinário.

            Meu portfólio, até aqui, reflete esse momento: mais descritivo do que reflexivo. Reconheço que preciso trazer mais minha voz, minhas inquietações e meu processo real de aprendizagem. O meu portfólio não está muito bom, está meio fraco apontando minhas inabilidades digitais ao mesmo tempo me permitindo refletir sobre como posso fazer para melhorar.

            Para a segunda metade da disciplina, meu compromisso é me organizar melhor para as leituras, participar de forma mais ativa e assumir uma postura mais crítica, mesmo diante das dificuldades. Sei que não tem sido fácil, mas também reconheço que esse desconforto faz parte do processo de formação no meu curso de doutorado e na minha prática enquanto docente.

Comentários

  1. Olá Adriana, observo e compartilho com você uma angústia parecida. O tempo corrido e as demandas do trabalho, porém te acho uma guerreira! pelo pouco tempo que nos conhecemos e as conversas que já tivemos, seu esforço e dedicação para cursar o doutorado não é tarefa fácil. Nesse um mês e pouco, vejo que seu senso crítico está sim mais conciso e estás aprofundando nas discussões e provocações que a disciplina TDE nos instiga. Parabéns e vamos continuar em frente.

    ResponderExcluir
  2. Há um reconhecimento importante de que o processo exige mais do que acompanhar, exige se posicionar, se organizar e se implicar com mais profundidade.
    A dificuldade com o portfólio e com o próprio uso das tecnologias não aparece como um limite, mas como um ponto de partida para mudança. Acho admirável que o movimento que você descreve é de alguém que começa a sair do básico e a buscar mais intencionalidade no que faz.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada Rute, mudar é a única opção agora, depois de toda essa provocação kkkk

      Excluir

Postar um comentário