O Framework desenvolvido pode ser acessado pelo link: https://tpackframework.netlify.app/
PBL 9 - Design de Atividades didáticas mediadas por tecnologias
A situação da professora Helena (semelhante à de muitos professores, inclusive a minha) mostra um desafio muito comum na educação atual, que é o uso das tecnologias de forma realmente significativa. Possivelmente ao tentar reformular sua disciplina, ela percebe que não basta apenas incluir ferramentas digitais, mas que é necessário ter um planejamento claro e intencional. Isso envolve definir objetivos de aprendizagem, pensar nas estratégias e entender o perfil dos estudantes. O caso também evidencia que o design didático precisa ser organizado de forma coerente, considerando não só o uso da tecnologia, mas também aspectos como participação dos alunos, avaliação e acessibilidade. Dessa forma, o problema de Helena nos faz refletir sobre a importância de um planejamento mais consciente e fundamentado, evitando o uso das tecnologias apenas de forma superficial. (em minha opinião, esses PBL’s e agora esse PBL 9 mexem com meus conteúdos internos e reflexões que estou fazendo a cerca da minha formação e da minha prática docente e incorporação de tecnologias digitais, mostrando limitações e possibilidades de melhorias, quase uma necessidade, uma urgência de aperfeiçoamento com bastante reflexões de autocríticas).
Ao longo das leituras propostas, foi possível perceber como o campo da educação vem se tornando cada vez mais complexo, especialmente com a presença das tecnologias e a necessidade de práticas pedagógicas mais sensíveis e contextualizadas. Os textos dialogam entre si ao mostrar que ensinar hoje não se resume à transmissão de conteúdos, mas envolve compreender o aluno, o contexto e as formas de interação que tornam a aprendizagem significativa.
Chamou-me
atenção o texto de E. C. S. Hayashi e M. C. C. Baranauskas (2013) a importância de
considerar os aspectos afetivos no design de tecnologias educacionais. A ideia
de afetibilidade amplia o olhar sobre o uso das tecnologias, mostrando que elas
não são neutras, mas influenciam emoções, relações e experiências. Isso faz
pensar que, ao utilizar recursos digitais na educação, não basta que funcionem
bem tecnicamente, mas que também façam sentido para quem utiliza.
No
texto de M. J. Koehler, P. Mishra e W.
Cain (2013) reforça essa complexidade ao apresentar o modelo TPACK,
evidenciando que o professor precisa articular diferentes tipos de
conhecimento: o conteúdo, a pedagogia e a tecnologia. Isso mostra que o uso das
tecnologias não pode ser separado da prática docente, mas deve estar integrado
de forma consciente e planejada.
I. P. Lima
e M. A. P. Viana,
(apud Mercado e Pimentel, 2018) discutem que as Tecnologias Digitais da
Informação e Comunicação trazem muitas possibilidades para o ensino, mas também
apresentam limites. Um ponto importante é que apenas inserir tecnologia não
garante inovação; é necessário repensar as estratégias pedagógicas e investir
na formação docente, além de considerar as condições reais das instituições.
Para J.
E.G. Pousada (2015) essa discussão é ampliada ao mostrar como as
interfaces tangíveis podem contribuir para ambientes educacionais mais interativos
e criativos, especialmente na construção de narrativas. A proposta valoriza a
participação ativa dos alunos, aproximando a aprendizagem de experiências
concretas e colaborativas.
Por fim, as reflexões de L. B. Rêgo e M.
V.R. O. Lima (2010) reforçam a
base de tudo isso: a didática. O papel do professor como mediador, que planeja,
organiza e adapta o ensino conforme o contexto dos alunos aparece como
essencial para que todas essas propostas realmente façam sentido na prática.
Diante dessas leituras, fica a
reflexão de que o grande desafio da educação contemporânea não é apenas usar
tecnologias, mas integrá-las de forma crítica, sensível e significativa. Isso
exige do professor não só domínio de ferramentas, mas também uma postura
reflexiva, aberta às mudanças e atenta às necessidades dos alunos. Assim,
ensinar passa a ser um processo cada vez mais dinâmico, que envolve
conhecimento, sensibilidade e intencionalidade pedagógica.
No PBL 9 foram feitos três questionamentos: 1.Como os referenciais estudados descrevem o papel do professor no processo de design didático e de que modo essa compreensão pode orientar escolhas intencionais nas incorporações de tecnologias digitais? 2.Quais critérios os autores propõem para selecionar e integrar tecnologias às atividades de aprendizagem e de que forma esses critérios ajudam a evitar a simples digitalização de práticas tradicionais? 3.De que maneira as etapas de planejamento apresentadas nos referenciais, desde a definição dos objetivos até a avaliação, contribuem para construir um design coerente, acessível e centrado na aprendizagem ativa ou participativa dos estudantes?
Após as leituras dos textos, as respostas a esses questionamentos
vão aparecendo conforme o que escrevi acima, porém reforço minhas respostas da
seguinte maneira: Os referenciais mostram que o professor
não é só alguém que transmite conteúdo, mas sim quem organiza e planeja todo o
processo de ensino. Ele precisa fazer escolhas de forma intencional,
principalmente quando vai usar tecnologias. O professor tem que saber juntar
conteúdo, pedagogia e tecnologia, ou seja, pensar no que ensinar como ensinar e
com quais ferramentas. Também é importante considerar o lado humano, como as
emoções e experiências dos alunos. Isso ajuda o professor a escolher melhor as
tecnologias, não só porque são modernas, mas porque fazem sentido para a
aprendizagem.
Os
textos mostram que não dá para escolher tecnologia de qualquer jeito. É preciso
pensar nos objetivos da aula, nas necessidades dos alunos e no contexto da
escola. Só usar tecnologia não significa inovar, porque muitas vezes a aula
continua a mesma, só que em formato digital. Esses critérios ajudam a evitar
isso, porque fazem o professor pensar antes de usar a ferramenta, vendo se ela
realmente melhora a aprendizagem ou só substitui algo que já existia.
Os referenciais deixam claro que o planejamento é
essencial para que a aula funcione bem. Desde definir os objetivos até pensar
na avaliação, tudo precisa estar organizado. O professor precisa considerar o
contexto dos alunos e seus conhecimentos prévios. Quando bem planejadas, as
atividades com tecnologia podem deixar os alunos mais participativos e
envolvidos. Assim, o planejamento ajuda a criar aulas mais organizadas,
acessíveis e que realmente fazem o aluno aprender de forma ativa.
Durante a semana, participei das discussões com o grupo composto
pelas discentes Adriana Albuquerque, Rute Cintra, Mayara
Rios, Amanda Marques, Maria Luísa Martins e Larissa Alves, para
desenvolver a proposta do Framework, que até então eu não conhecia. Fiz questão
de entender melhor como ele funciona e qual a sua lógica, percebendo que é mais
uma ferramenta que pode ser incorporada às tecnologias digitais dentro da
prática pedagógica.
Inicialmente, realizamos a leitura das referências e
compartilhamos nossas percepções, que em grande parte foram parecidas. Ao longo
das discussões, conseguimos esclarecer dúvidas e aprofundar o entendimento.
Outro ponto importante foi à escolha do aplicativo para a elaboração do Framework.
O aplicativo que utilizamos foi sugerido por Rute, que contribuiu bastante com o grupo, por
ter uma vasta experiência em programação. Ela nos ajudou de forma muito colaborativa,
explicando melhor sobre a parte de programação e mostrando, na prática, como o
Framework pode auxiliar no desenvolvimento de projetos de criação.
A gente se baseou na lógica do MIRO, que permitiu navegar e testar algumas funcionalidades, o que acabou facilitando o desenvolvimento, posteriormente após algumas colaborações em grupo, chegamos à conclusão que seria além de um aplicativo, o melhor seria a criação de um site, mais uma vez Rute nos ajudou com suas habilidades em programação. Com isso, conseguimos montar um planejamento mais claro, usando os referenciais teóricos como base dentro do Framework que criamos.
Durante o processo, foram surgindo várias ideias e deu
pra perceber que essa proposta não fica só dentro da sala de aula, podendo ajudar
outros professores na prática do dia a dia. No site, o Framework criado por
nosso grupo tem a explicação do conteúdo na primeira página e na segunda página
tem a aplicação, o professor vai poder preencher cada uma das fases e levar
para a aula dele podendo também levar a proposta para outros professores, sendo
um Framework ativo, interativo e acessível e ainda gerar PDF.
Outro
ponto que achei importante foi que o trabalho foi bem colaborativo. Cada um
contribuiu de alguma forma e a gente também colocou nossas referências como
desenvolvedoras, o que acabou dando um destaque legal e pode servir de apoio para
outros colegas.
Diante de tudo isso, foi possível perceber que trabalhar com tecnologias na educação não é só escolher ferramentas, mas pensar de forma mais organizada e com intenção em cada etapa do processo. A construção do Framework ajudou justamente nisso, a entender melhor como planejar, estruturar e aplicar uma atividade de forma mais coerente. Além disso, ficou claro para mim que aspectos como participação dos alunos, colaboração e acessibilidade precisam ser considerados desde o início. Assim, essa experiência contribuiu para ampliar meu olhar sobre a prática pedagógica, mostrando que a incorporação das tecnologias pode ir muito além do básico, desde que seja bem pensada e planejada.
Referências:
HAYASHI, E. C.S.; BARANAUSKAS, M. C. C. “Affectibility” and Design Workshops: Taking actions towards more sensible design. Proceedings of the 12th Brazilian Symposium on Human Factors in Computing Systems. Porto Alegre, 2013. p. 3-12. Disponível em: https://dl.acm.org/doi/epdf/10.5555/2577101.2577106. Acesso em: 07. maio.2026.
KOEHLER, M. J.; MISHRA, P.; CAIN, W. What is Technological Pedagogical Content Knowledge (TPACK)? Journal of Education, 2013. Disponível em: https://www.matt-koehler.com/publications/Koehler_et_al_2013.pdf. Acesso em: 07. maio.2026.
LIMA, I. P.; VIANA, M. A. P. Prática docente com uso de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação: possibilidades e limites. In: MERCADO, L. P. L.; VIANA, M. A. P.; PIMENTEL, F. S. C. (Org.) Estratégias Didáticas e as TIC: ressignificando as práticas na sala de aula. Maceió: Edufal, 2018.
POSADA, Julián Esteban Gutiérrez. Interfaces Tangíveis e o Design de Ambientes Educacionais para Co-construção de Narrativas. Tecnologias, Sociedade e Conhecimento, Campinas, v. 3, n. 1, p. 104-107, dez. 2015. Disponível em: http://www.nied.unicamp.br/ojs/. Acesso em: 07. maio.2026.
RÊGO, Luciane Borges do; LIMA, Maria Vitória Ribas de Oliveira. Didática. Recife: Editora da Universidade de Pernambuco (UPE), 2010. p. 44. Disponível em: http://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/204082/2/Livro%20Didatica.pdf. Acesso em: 07. maio.2026.
COLL,
César; MONEREO, Carles (orgs.). Parte II: Fatores e processos psicológicos
envolvidos na aprendizagem virtual: um olhar construtivista. In: COLL, César;
MONEREO, Carles (orgs.). Psicologia da educação virtual: aprender e
ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação. Porto Alegre:
Artmed, 2010. p. 97-136.






Oi Adriana. Estudar e desenvolver este PBL mudou algo em sua perspectiva em relação às tecnologias em sala de aula? Com foi trabalhar de forma colaborativa?
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