O PBL 11, proposto pelos doutorandos Marcos e Felipe, trouxe várias reflexões sobre a incorporação das TD.
Sobre minha vivência para desenvolver o mapa cartográfico, primeiramente nos reunimos em grupo na sala de aula presencial, meu grupo foi composto pelas discentes Adriana, Malu, Iris, Débora e Mariana, discutimos sobre a primeira parte do PBL que trouxeram reflexões e alguns questionamentos conforme postamos e reforço aqui
1 - De que forma os professores formadores podem contribuir para que os
professores em formação possam ir além do uso das tecnologias digitais de forma
passiva?
2- Até que ponto as concepções e práticas
metodológicas dos próprios professores influenciam a visão dos licenciandos
sobre a incorporação críticas das tecnologias digitais?
3 - De que maneira a universidade pode estabelecer
e monitorar indicadores qualitativos, além da simples mensuração do acesso aos
artefatos tecnológicos, para diagnosticar as concepções dos professores
formadores e avaliar a real intencionalidade pedagógica com que eles integram a
cultura digital em suas práticas de ensino?
No entanto, a segunda parte do PBL exigiu alguma leituras e a proposta da criação do Mapa Cartográfico, nesse caso, foi decidido que cada uma fizesse seu próprio mapa cartográfico.
As leituras trouxeram novos aprendizados e ao mesmo tempo, reflexões sobre a incorporação das TD no ensino, diante do que foi solicitado seguem algumas considerações:
A Resolução CNE/CP nº 4/2024 estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial de professores da Educação Básica, reorganizando os cursos de licenciatura e fortalecendo a articulação entre teoria e prática. O documento busca alinhar a formação docente às demandas contemporâneas da educação, orientando a preparação de professores para atuar de forma crítica, reflexiva e comprometida com a qualidade do ensino.
A Resolução CNE/CP nº 4/2024 estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial de professores da Educação Básica, reorganizando os cursos de licenciatura e fortalecendo a articulação entre teoria e prática. O documento busca alinhar a formação docente às demandas contemporâneas da educação, orientando a preparação de professores para atuar de forma crítica, reflexiva e comprometida com a qualidade do ensino.
Para BRIEN, E. A. (2025) o estudo analisa, por meio de uma revisão sistemática da literatura, como a formação profissional de educadores pode apoiar a transformação digital na educação. Os resultados indicam que, apesar da crescente presença das tecnologias, ainda há uma lacuna na preparação docente para integrá-las de forma efetiva. Destaca-se que processos formativos contínuos, de longo prazo, com objetivos claros e abordagens diversificadas, são mais eficazes para promover mudanças significativas nas práticas pedagógicas e no uso crítico das tecnologias.
O estudo
de Custódio e Rodrigues (2023) discute o papel do professor formador na formação
inicial docente, destacando a importância das tecnologias na construção do
pensamento crítico e da cidadania digital. As autoras defendem que a formação
deve ir além do uso técnico das ferramentas, promovendo reflexões sobre o uso
ético, consciente e crítico das tecnologias no contexto educacional.
Já o estudo
de Modelski, Giraffa e Casartelli (2019) analisa a relação entre tecnologias digitais,
formação docente e práticas pedagógicas, destacando que a integração das tecnologias
na educação depende de uma formação que vá além do domínio técnico. Os autores
evidenciam que práticas pedagógicas inovadoras exigem professores preparados
para utilizar as tecnologias de forma crítica, reflexiva e alinhada aos
processos de ensino e aprendizagem.
Para Scherer,
Siddiq e Tondeur (2019) que utilizam o Modelo de Aceitação de Tecnologia (TAM) para
analisar os fatores que influenciam a adoção de tecnologias digitais por
professores. Por meio de uma meta-análise com modelagem de equações estruturais,
os autores demonstram que a percepção de utilidade e a facilidade de uso são
determinantes centrais para a aceitação tecnológica, influenciando diretamente
a intenção e o uso efetivo das tecnologias no contexto educacional.
concluindo as leituras do PBL 11, com o estudo
de Vanegas, Yasbely e Morrás (2025) que apresenta uma revisão sistemática sobre tecnologia
educacional na formação de professores, identificando competências,
habilidades, modelos e métodos essenciais para a integração das tecnologias no
ensino. Os autores destacam a necessidade de uma formação docente estruturada e
contínua, que desenvolva não apenas competências técnicas, mas também
pedagógicas e críticas, favorecendo o uso significativo das tecnologias no
processo educativo.
Assim, a partir das leituras acima, e embasando nos seguintes questionamentos abaixo dos doutorando que propuseram o PBL 11 Como as Diretrizes Curriculares Nacionais e os referenciais teóricos sobre formação docente abordam o uso crítico, ético e inovador das Tecnologias Digitais na formação de professores?
Quais contradições podem ser
identificadas entre o que as políticas propõem e o que é colocado para os
professores em formação?
O que precisaria mudar na
formação docente, nas práticas pedagógicas e nas políticas educacionais para
promover um uso crítico, mediado e inovador das tecnologias digitais?
O mapa cartográfico foi construído para representar as tensões entre a
formação docente e o currículo no uso das Tecnologias Digitais. Diferente de um
esquema organizado, ele mostra movimentos, conflitos e possibilidades dentro
desse processo.
Foram definidos
dois territórios: o da formação, que evidencia fragilidades como formação inicial
fragilizada, uso técnico das tecnologias e a dificuldade de desenvolver uma
prática crítica; e o do currículo, que traz as diretrizes curriculares
(CNE/2024), a exigência de inovação, e a cultura digital, mas ainda de forma
prescritiva.
Entre esses
territórios, aparece uma zona de tensão, que mostra o principal problema
identificado: o distanciamento entre o que as políticas propõem e o que
acontece na prática, resultando muitas vezes em um uso instrumental das TD e uma
falsa inovação.
As linhas cartográficas ajudam a entender esses movimentos. As linhas duras representam estruturas mais rígidas, como o currículo engessado, formação tradicional, que limitam mudanças e as políticas normativas. As linhas flexíveis indicam tentativas de transformação, como a reflexão docente e a formação continuada. Já as linhas de fuga mostram possibilidades de ruptura, como o uso crítico das tecnologias, a autonomia docente e práticas pedagógicas mais inovadoras.
Assim, o mapa
evidencia que a integração das tecnologias na educação ainda está em disputa,
exigindo mudanças na formação docente e nas prática
s pedagógicas para que o uso
das tecnologias seja realmente crítico e significativo.
Power Point
Ajuda/auxílio da IA/CHAT GPT



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